Fácil fazer, fácil não fazer...

Economia pode ser definida como a área do saber que estuda a relação entre os diversos agentes de uma sociedade.

Ao longo do tempo a sua importância tem crescido nas sociedades modernas, tendo sido apelidada de “ciência social”. Tal rótulo confere-lhe alguma distinção e também nos pretende fazer acreditar que as suas previsões e estudos são de uma forma geral precisos e realistas.

No estudo das várias disciplinas que compõe a economia fica-se normalmente com uma sensação dicotómica, pois muito embora as teorias sejam apoiadas por factos e observações escrupulosamente medidas e referenciadas, também compreendemos que a forma desprendida de emoções com que se tratam diversas temáticas faz com que as conclusões percam validade empírica.

Demasiadas vezes a Economia descura o “fator humano” na sua análise e previsão, e esse é um dos principais motivos pelos quais tantas vezes os economistas erram ao prever crescimentos ou recessões, acelerações ou abrandamentos de consumo e outras dinâmicas que dependem em grande parte de fatores psicossociais não assegurados pelos modelos econométricos.

Nesta longa narrativa que é Portugal, provámos isso mesmo, vencendo adversidades e obstáculos que pareciam intransponíveis e desperdiçando tempo e recursos, quando parecia certo o nosso desenvolvimento.

Apesar de todo esse percurso passado, só o AGORA conta e a questão que se põe a Portugal enquanto nação é semelhante à que se coloca a cada um de nós: O que é TU vais fazer?

Imaginem o seguinte cenário:

Cada português começa a investir melhor o seu tempo e a gerar individualmente resultados apenas 10% melhores… Pense no impacto que este pequeno incremento poderia ter no resultado global…

Melhorar a produtividade do tempo em 10% significaria para a generalidade das pessoas passar uma das horas do dia a trabalhar mais focados e orientados para um determinado resultado final…

Melhorar a criatividade em 10% poderia ser enviar mais 1 sugestão de melhoria de produtos, logística ou procedimentos administrativos, por mês (para alguns isto é um incremento de 100%).

Melhorar o grau de poupança em 10% pode traduzir em colocar de lado apenas mais 2€ por dia.

Claro que podíamos continuar a dar exemplos, sendo que o importante é começar. E neste ponto temos de ser autorregrados, pois cabe-nos, apenas a nós, assegurar que a nossa parte está a ser feita…

Com 10% a mais de PIB, quantos empréstimos podiam ser pagos, quantas pessoas ajudadas, quantos investimentos realizados?

Compromete-te hoje mesmo a fazeres os teus 10%, pois, mesmo que mais ninguém o faça, de certeza que vai ser bom para ti.